Tecendo redes de vida para restaurar a dignidade
Hoje, 30 de julho, a ONU celebra o Dia Mundial de Combate a esse crime e nos recorda que o tráfico de pessoas é uma das mais graves violações dos direitos humanos: milhões de pessoas — em sua maioria crianças e jovens em situação de vulnerabilidade — são reduzidas a mercadorias e submetidas à exploração sexual, ao trabalho forçado, à servidão ou à remoção de órgãos. O clamor das vítimas não pode cair em ouvidos surdos; toda pessoa tem direito à dignidade, à liberdade e à oportunidade de construir a própria vida.
Neste ano, o tema: “Presos na armadilha do golpe” nos alerta para a necessidade de conscientização sobre novas formas de tráfico de pessoas; elas crescem rapidamente, com vítimas sendo alvo para a prática forçada de atividades criminosas.
Nessa jornada de luta e esperança, nós — Missionárias de Jesus Crucificado, vivenciamos nosso compromisso por meio da proximidade e do acompanhamento. Esta experiência nos ensina que a única maneira de responder às redes de exploração é com redes de solidariedade e cuidado. Como Missionárias de Jesus Crucificado trilhamos um caminho de trabalho colaborativo que transcende fronteiras, unindo forças com outras congregações, instituições e iniciativas para multiplicar o impacto de cada ação preventiva, de cada voz que se levanta e de cada mão estendida para apoiar aqueles que conseguem escapar do inferno do tráfico.
Nosso compromisso é fortalecido por meio de nossa participação ativa na Rede Kawsay, na Bolívia, e na Rede “Um Grito pela Vida”, no Brasil.