Missionárias de Jesus Crucificado

Missionárias de Jesus Crucificado

Nossa Senhora das Dores

 “Teu canto criança, do povo alegria, teu jeito é um só, de muitas Marias. Tua força é dos fracos, luta e ousadia, teu nome é poder, dos pobres Maria”

15  de setembro, celebramos o dia de nossa Senhora das Dores. Mulher, mãe de Jesus, forte diante da cruz de seu filho, não se encurvou, não se prostrou, ficou de pé.

Maria forte, mãe  das Dores, aquela que acompanhando seu filho, sentiu  a dor da fuga para o Egito (Mt 2,13),  da perda (Lc 2,48),  da caminhada  de seu filho para o Calvário (Lc 23,5), da morte de Jesus na cruz  (Jo 19,27-30), de ter seu filho morto nos braços (Jo 19,31-38), de ver seu filho sepultado (Jo 19, 39-42).  Mulher que conheceu o sofrimento, a pobreza, que com sua fortaleza, nos dá testemunho de solidariedade no serviço as irmãs e aos irmãos, quando visita sua prima Isabel, portadora da graça de uma verdadeira experiência de Deus (Lc 1, 39-56), e que hoje, sua história se soma a história de tantas outras Marias, que em muitas pátrias não tem terra, não tem lar, não tem pão, somando a luta de tantas e tantos, que levantam a voz e arriscam a vida em defesa das humildes, dos humildes, a luta das Marias que perdem seus filhos e filhas, seja pelo trafico humano, trafico de drogas, ou pela dor da violência.

Maria das Dores, solidária com quem busca justiça, com o reino de amor, com a trabalhadora e o trabalhador mal remunerado, a luta de quem dá a vida por  suas irmãs, seus irmãos.

Maria-mulher, que representa o povo humilde e empobrecido, buscando sua esperança única em Deus.

Maria das Dores que da anunciação ao Calvário deu sim, sim que prolongou-se  até  ressureição.

Hoje, nós Missionárias de Jesus Crucificado, somos chamadas em nossa consagração, somar forças com o povo empobrecido, nas diversas realidades, comunidades, grupos, associações, cooperativas, periferias, Igreja, etc. Seguindo testemunho de Maria, sendo sinal   profético, político e libertador em nossa vida Missionária, confrontando direto com a raiz do mal, do sistema opressor que mata e destrói a vida do povo.

Hoje 15 de setembro, celebrando e fazendo memória da vida de Maria das Dores, renovamos nosso compromisso de estar de pé junto daquelas e daqueles, que buscam uma vida digna e feliz.    E hoje, continuando a luta, mesmo frente a muitos desafios, buscamos na solidariedade,  resgatar a dignidade roubada de tantas e tantos, indo ao encontro da ressureição.

Mãe das Dores, que as bençãos do teu amor nos cubra, nos livrando de todo mal..